domingo, 3 de janeiro de 2016

SINAIS QUE ANTECEDEM A VOLTA DE CRISTO.



1-FALSOS CRISTOS E FALSOS MESTRES.

 O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de DEUS, nos dias de JESUS (Mt 24.11,24).

“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos’’ (Mt 24.4,5). Notemos que Jesus disse que haveria “muitos” falsos cristos que enganariam “a muitos”. Só estão enganados aqueles que não aceitam a palavra de Cristo, e preferem aceitar as mensagens enganosa Mc 13.22: “Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos”;.

JESUS adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a CRISTO é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem ser. (1) Esses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens” (Mt 23.28). Aparecem “vestidos como ovelhas” (Mt 7.15). (2) Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos (ver Dt 13.3; 1Rs 18.40; Ne 6.12; Jr 14.14; Os 4.15 ), e aos fariseus do NT.

A PROVA. Quatorze vezes nos Evangelhos, JESUS advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros lugares, o crente é exortado a pôr à prova mestres, pregadores e dirigentes da igreja (1Ts 5.21; 1 Jo 4.1).BEP-CPAD.

 Os falsos mestres

" Os falsos mestres estavam declarando ser tão cheio do Espírito Santo que não havia espaço para a lei em suas vidas cristãs".Teol.N.T.Geroge-Eldon-Ladd.

Os falsos mestres se desviaram da verdade cristã no que diz respeito a teologia e ética, crença e comportamento. Eles consideram o ensino apostólico, em especial, concernente
a Segunda Vinda de Cristo, um mito habilmente forjado, em vez de verdade
divina (2 Pe 1.16). Eles rejeitam o Senhor Jesus (2.2, Jd 4), provavelmente, no
sentido de recusar reconhecer a majestade divina dEle (2 Pe 1.16) e a necessidade
da redenção dEle (“negarão o Senhor que os resgatou”, 2.1).
 Parece que eles também se recusam a reconhecer Jesus Cristo como o futuro Juiz, falam de
forma rude contra Ele nesse papel (Jd 14,15), e resistem a qualquer idéia de julgamento
divino (2 Pe 2.3-10; Jd 5-7,13).Além de zombar da doutrina do julgamento
futuro, eles escarnecem da idéia de Jesus retornar a fim de interromper
a continuidade da vida terrena (2 Pe 3.3,4). (2.1; Jd 4). Eles prometem grandes coisas a seus seguidores, mas fracassam miseravelmente em fornecer qualquer beneficio (2.19; Jd 12).

Eles também vivem em erro (2 Pe 2.15; Jd 11) e fazem com que o estilo de vida cristão seja insultado (2 Pe 2.2). O comportamento deles é marcado por licenciosidade ultrajante, e eles induzem outros a também viver em infame sensualidade (2.2,10,13,14,18; 3.3;Jd 4,7,16,18). Eles são pessoas descrentes e sem lei (2 Pe 2.6; 3.7,17; Jd 4,15), vivem apenas no plano natural e sem o Espírito Santo (Jd 19). A influência deles sobre os outros e motivada pela ganância e interesse pessoal (2 Pe 2.3,14; Jd 12,16). Além disso, ao negar a autoridade de Cristo, eles resistem a toda autoridade, são orgulhosos e provocam dissensão (2Pe 2.10; Jd 8,11,16).

Eles entraram em segredo (Jd 4; cf.G1 2.4) como pregadores itinerantes, parte comum da vida religiosa do seculo I(cf. At 13.15; 2 Jo 7-11; Didaque 11.1-12; 13.1-7). Ou eles surgem da própria comunidade e, depois, discretamente trazem de fora ensinos heréticos (2 Pe2.1; cf At 20.29,30; Rm 16.17,18). Nos dois casos, os falsos mestres tornam-se aceitos e começam a ter influência, embora o tempo todo sejam falsos irmãos (cf. G12.4), e estejam sob a condenação de Deus (2 Pe 2.1-3; Jd 4).
 Na época em que a verdadeira condição reprovável fica evidente, eles já estabeleceram uma posição segura na comunidade, em especial entre os inconstantes e não compromissados(2 Pe 2.14,18). Os falsos mestres e todos que os seguem sofrerão a pior
condenação, pois, apesar de conhecerem a verdade, rejeitaram o cristianismo
em favor de falsos ensinamentos (2.17-22).

O aparecimento de falsos mestres nessas igrejas é o cumprimento de um
padrão: da mesma forma como surgiram falsos mestres entre o povo de Deus do
Antigo Testamento, os cristãos devem esperar que forças malignas se oponham
a verdade de Deus e atormentem o povo dEle de sua época. Nesse sentido,
Pedro pode falar do surgimento de falsos profetas no futuro (2.1-3; 3.3) e já
presentes em meio a seus leitores (2.10-22). Em geral, eles ensinam falsidades e
erro (2.1,3; 3.17) e conquistam os ouvintes da comunidade sob falsos pretextos
 Por isso, a motivação para estimular a resistencia aos hereticos nao e uma tentativa de servir a si mesmo para manter o poder por parte dos lideres autocraticos das igrejas, conforme Michel.TEOL.N.T.ROY B.ZUCK.

 Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas: 

(1) Discernir o caráter da pessoa. (Gl 5.22,23), (Jo 3.16), (Hb 1.9) e (Mt 23; Lc 3.18-20);
 (2) Discernir os motivos da pessoa. (2Co 8.23; Fp 1.20); (At 26.18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18); (1Co 9.19-22); (Fp 1.16; Jd 3);
(3) Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa. (Mt 7.16);
 (4) Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. (2Jo 9-11);
(5) Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. (1Tm 3.3; 6.9,10). Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que DEUS os desmascare e revele aquilo que realmente são.

RESISTEM À VERDADE. Uma das coisas que identifica o falso mestre na igreja é a sua oposição às verdades básicas do evangelho, ou sua indiferença para com elas (ver 1 Tm 4.1). BEP - CPAD - Em CD.

2 -APOSTASIA.

 O “apostatar-se”, no sentido religioso, é de grande importância teológica. Em At21:21 (cf. 2 Mac. 5:8; Tg 2:11 v.£) Paulo é acusado de desviar os judeus da Diáspora, ensinando-os a desrespeitar as leis do AT. O emprego absoluto de apostasia em 2 Ts 2:3 é uma expressão comum da apocalíptica judaica, que profetiza um período de apostasia pouco antes do aparecimento do Messias (En. Eq. 5:4; 93:9). Paulo localiza este evento num período
anti-cristão que imediatamente antecede a volta de Cristo.

 1 Tm 4:1 descreve uma “apostasia da fé” nos últimos dias, em termos da caída em crenças falsas e heréticas. Lc 8:13 provavelmente se refere à apostasia como resultado da tentação escatológica. Aqui, trata-se
de pessoas que chegaram a crer, e que aceitaram “com alegria” o evangelho.
Mesmo assim,sob a pressão da perseguição e da tribulação que surgem por causa da fé, rompem o relacionamento com Deus, no qual entraram.

Expressões cujo significado é equivalente à advertência em 1 Tm 4:1 incluem nauageo,“sofrer naufrágio” , 1:19; astocheo, “perder o alvo”, 1:6; 6:21; 2 Tm 2:18; cfi também aperchomai, “ir embora”, Jo 6:66; apostrepho, “desviar-se” ; ameomai, “negar” ; metatithemi,“mudar”* “alterar” ;me menein, “não permanecer”, Jo 15:6;-* art. pipto;-* Enganar,(D.I.T).

A apostasia pode envolver dois aspectos distintos,embora relacionados entre si:

1.A apostasia teológica,i.é.,a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos(1 Tm.4.1;2Tm.4.3);

2.A apostasia moral,i.é.,aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade(Rm6.15-23),(BEP).

Embora a palavra grega seja usada apenas duas vezes no NT (At 21.21; 2 Ts 2.3), ela e
encontrada na LXX varias vezes, como em Josue 22.22, para expressar a rebelião do povo de Deus, e em 2 Crônicas 29,19 em que vasos santificados do Templo foram lançados fora.

A apostasia só e possível para cristãos nominais.No caso de crentes verdadeiros, as Escrituras declaram que Deus ou os traz de volta atraves do sofrimento e castigo (1Co11.29,30; 1 Co 5.5) ou os remove atraves da morte (1 Co 11.30).
 No caso de apóstatas,embora possa permitir que permaneçam,Deus retira deles toda a possibilidade de arrependimento e salvação (Hb 6.1-6; 10.26-31),(Wycliff).

3.DOUTRINA DE DEMÔNIOS

Doutrinas de demônios: a igreja está exposta a uma influência sistemática sob supervisão organizada. “Satanás cria uma nova religião! Essa é a tentação do fim dos tempos.”

 Ao único Espírito Santo se contrapõem muitos espíritos não-santos, à única doutrina saudável , as muitas doutrinas prejudiciais.A pessoa acredita servir a Deus, mas na verdade é refém dos demônios.

 Antes de tudo é conveniente saber que existem três tipos de doutrinas:

 a) A doutrina de Deus que é sã doutrina, que todos os obreiros devam ter zêlo e ensiná-las à igreja: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina." (Tito 2 : 1);

 b) As doutrinas de homens, que geralmente são baseadas em costumes e preceitos humanos: "Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mateus 15 : 9); e,

 d) As doutrinas de demônios. Estas são as mais sutis à igreja, pois elas são defendidas por obreiros fraudulentos que agem no meio do rebanho sob a ação do próprio Satanás que tenta distorcer a verdade para implantar suas mentiras. "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." (2 Coríntios 11 : 14). As doutrinas de demônios estão infiltradas em muitos ensinos repassados à igreja, mas, aqueles que têm a mente de Cristo as discernem pela própria Palavra (1 Corintios 2 : 16).

Vejamos alguns desses ensinos:

a) Autoridade espiritual. Essa falsa doutrina afirma que o crente tem autoridade espiritual porque é a própria encarnação de Deus, assim como Jesus o foi. Os proponentes desse ensino chegam ao absurdo de dizer que o cristão não tem um “deus” dentro dele, mas ele mesmo é “um Deus”. Todavia, aprendemos com a Bíblia que a autoridade que Deus concede a seus servos deriva-se de sua Palavra, e não daquilo que os homens ensinam à parte dela.

b) Super-crentes. Para que se tenha idéia do alcance da apostasia, vejamos também o que andam ensinando os falsos mestres e doutores: “Satanás venceu Jesus na cruz”; “Nunca, jamais, em tempo algum, vá ao Senhor dizendo: Se for da tua vontade... Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”; “Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre do homem... Sim”; “Você está no controle das coisas!”.

Infelizmente, há muitos incautos dispostos a aceitar semelhantes blasfêmias. Não nos enganemos: Deus está no controle de tudo e não precisa de permissão humana para atuar quer na história das nações quer na vida de cada um de nós. Ele é soberano e tudo tem de ser feito de acordo com a sua vontade. Quanto ao Diabo, foi este vencido para sempre na cruz. Aleluia!

c) Perdoar a Deus! Alguns falsos doutores chegam ao cúmulo de ensinar que se deve perdoar inclusive a Deus, pois, às vezes, Ele não cumpre suas palavras, causando ressentimentos nos que o buscam. Por isso, segundo recomendam, devemos submeter-nos à chamada “cura interior” e à “regressão espiritual”. Ora, os tais doutores deveriam saber que a Palavra de Deus é infalível e que Deus é Santo. Por conseguinte, quem precisa de perdão e arrependimento é o homem e não o Todo-Poderoso. Portanto, seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso (Rm 3.4).

d) Culto aos anjos. Há muitos crentes iludidos adorando os anjos (Cl 2.18). Infelizmente, há pregadores que só iniciam a pregação depois de pedir a presença dos anjos e, com isso, iludem os simples. Isso é apostasia! Os anjos também são servos de Deus; sua missão é atuar em prol dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14). E além do mais, recusam adoração (Ap 19.10).

 e)Pobreza é maldição. “ Afirmam que pobreza não combina com nossa posição de filhos do Rei.”(2 Co 8.9; Tg .1,6; 2 Tm 6.9,10,17-19);“ que sofrimento significa falta de fé.” (Ler 2 Co 4.8,9; 11.23-29).


4-A PERSEGUIÇÃO 

A igreja primitiva sofreu toda a sorte de perseguição, mas cresceu e se expandiu vitoriosamente.

PERSEGUIÇÃO IMPERIAL

Perseguições Imperiais na era pós-apostólica. Nesse período da igreja, os imperadores romanos intentaram, com crueldade, varrer o Cristianismo da face da terra.

-Cada cidadão romano era obrigado a prestar, uma vez por ano, pública lealdade diante do busto de César. Para a grande maioria dos cidadãos romanos, isto não era problema. Afinal, já adoravam a vários deuses. O que era mais um?

- Mas para os cristãos, adorar a César era uma traição ao Rei dos reis. Não podiam assentir nesta idolatria. Ao invés de declarar: “CÉSAR É O SENHOR”, os primeiros cristãos bravamente confessavam: “CRISTO É O SENHOR”. Como resultado, a Igreja passou a sofrer dolorosamente.

- Tornar-se cristão significava grande renúncia. Aquele que seguisse a Cristo tinha de contabilizar o custo e estar preparado para pagá-lo até com a própria vida. A declaração do nome de Cristo já era um crime. O nome significava tortura e ser lançado às feras. No caso das donzelas, a infâmia era pior que a morte.

-Esmirna sofreu fisicamente! Os oficiais romanos invadiam as casas e prendiam os crentes diante do olhar aflito de seus familiares. Arrastavam-nos às prisões, fazendo deles público exemplo.

Segundo a história,A Igreja sofreu “dez perseguições” distintas, desde o reinado do imperador Nero até ao de Diocleciano.

 “As dez grandes perseguições podem ser relacionadas desta forma: 

(a) Sob Nero: 64-68 d. C.
 (b) Sob Dominiciano: 68-96 d. C.
 (c) Sob Trajano: 104-117 d. C.
 (d) Sob Aurélio: 161-180 d. C.
(e) Sob Severo: 200-211 d. C.
(f) Sob Máximo: 235-237 d. C.
(g) Sob Décio: 250-253 d. C.
 (h) Sob Valeriano: 257-260 d. C.
 (i) Sob Aureliano: 270-275 d. C.
(j) Sob Diocleciano: 303-312 d. C.
 Durante esse tempo, a matança de cristãos foi tremenda. No campo profético as perseguições desencadeadas por Diocleciano perduraram dez anos (cf. Nm 14.34 e Ez 4.6).

PERSEGUIÇÃO ECONÔMICA-SOCIAL.

- Esmirna era uma das mais prósperas cidades daqueles dias. Não havia baixas no mercado, nem recessão.Lá,qualquer pessoa podia prosperar.

-Mas os homens de negócios cristãos eram despedidos de seus empregos.Suas lojas,violadas e saqueadas;Seus pertences,roubados.Tudo porque confessavam que JESUS CRISTO é SENHOR,e não César.

 A PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA E TEOLÓGICA.

 1.Perseguição do Judaísmo (At 4.1-7). O início da perseguição dos judeus contra a igreja se deu quando Pedro e João, em o nome de Jesus, curaram um coxo de nascença que ficava esmolando à “porta do templo chamada Formosa” (At 3.2). Naquele episódio, os apóstolos foram presos (At 4.3), mas muitas pessoas creram, elevando o número dos cristãos a quase cinco mil (At 4.4). A igreja primitiva sofreu muito com as prisões, ameaças e mortes, mas nada disso impossibilitou seu extraordinário crescimento (At 5.19,29; 6.8-15).

 Esmirna.Havia uma forte e influente comunidade judaica em Esmirna. Como judeus, afirmavam ser o povo escolhido de Deus, mas, com seu comportamento blasfemo, mostravam que eram “sinagoga de Satanás”(Ap 2:9). Os crentes de Esmirna estavam sendo acusados de coisas graves. Os judeus estavam espalhando falsos rumores sobre os cristãos. As mentes da população de Esmirna estavam sendo envenenadas.

Segundo Estudiosos, “Os Crentes Passaram a Sofrer Várias Acusações Levianas:

(a) Canibais - por celebrarem a ceia com o pão e o vinho, símbolos do corpo de Cristo;
 (b) Imorais - por celebrarem a festa do ágape antes da comunhão;
 (c) Separadores de Famílias - uma vez que as pessoas que se convertiam a Cristo deixavam suas crenças vãs para servir a Cristo;
 (d) Ateus - por não se dobrarem diante de imagens dos vários deuses;
(e) Desleais e Revolucionários - por se negarem a dizer que César era o Senhor.

No século I, os judeus foram os principais inimigos da igreja.

 Perseguiram a Paulo em Antioquia da Pisídia (At 13:50), em Icônio (At 14:2,5); em Listra, Paulo foi apedrejado (At 14:19). Quando retornou para Jerusalém, os judeus o prenderam no templo e quase o mataram. O livro de Atos termina com Paulo em Roma, sendo perseguido pelos judeus. Eles se consideravam o genuíno povo de Deus, os filhos da promessa, a comunidade da aliança, mas, ao rejeitarem o Messias e perseguirem a igreja de Deus, estavam se transformando em “sinagoga de Satanás”. Quem difama Cristo ou o degrada naqueles que o confessam promove a obra de Satanás e guerreia as guerras de Satanás.

2.Perseguição dos Judaizantes. O termo judaizante vem do verbo grego ioudaizō, “viver como judeu”, e aparece apenas uma vez no Novo Testamento (Gl 2.14). O vocábulo surgiu em decorrência de os cristãos de origem hebréia, mesmo depois do Concílio de Jerusalém (At 15), continuarem insistindo na necessidade de os convertidos gentios viverem como judeus. Infelizmente, os judaizantes ainda estão por aí defendendo a guarda do sábado, as leis dietéticas prescritas por Moisés e os ritos judaicos.

 Os judaizantes foram os principais perseguidores do apóstolo Paulo; acusavam-no de pregar contra a lei (At 21.28; Gl 2.4,5). Eles perturbavam as igrejas em Antioquia da Síria e na Galácia, ensinando que os gentios deviam tornar-se judeus para serem salvos (At 15.1, 5). Os judaizantes alteravam o cerne do evangelho, colocando a lei como complemento da obra de Jesus no Calvário; era, de fato, “outro evangelho”, razão pela qual o apóstolo Paulo os censurou gravemente (Gl 1.8,9).

3.Perseguição dos Simonitas.seguidores de Simón o Samaritano.. Irineu (180 d.C.)Diz:Desde então creu ainda menos em Deus e, decidindo competir por ambição com os Apostolos, a fim de parecer ele mesmo cheio de glória, pôs-se a estudar ainda mais a magia, a tal ponto que enchia de admiração a muitas pessoas. O viveu em tempos do César Claudio, o qual, segundo se diz, honrou-o com uma estátua por motivo de suas artes mágicas. Muitos o glorificaram como a um Deus, pois ele lhes ensinava que ele era quem tinha aparecido entre os judeus como o Filho… do que se originaram todas as heresias, teve a teoria seguinte: sempre levava como colega em suas viagens a uma prostituta chamada Elena, que tinha recolhido em Tiro de Fenícia, dizendo que ela era o primeiro pensamento da Mente.

Orígenes (228 d.C.)Diz:Nós sabemos que Simón o mago se deu a si mesmo o título de poder de Deus.

4.Perseguição Gnóstica.O ambiente gentílico também forneceu sua cota de heresias que atingiram a Igreja. O Gnosticismo, muito embora não possuísse uma liderança unificada e se apresentasse como um corpo doutrinário amorfo, foi terrível para a Igreja. Já vemos um gnosticismo incipiente no próprio período apostólico (Cl 2.18 ss; I Tm 1.3-7; 6.3ss; II Tm 2.14-18; Tt 1.10-16; II Pe 2.1-4; Jd 4,16; Ap 2.6,15,20.

Os Nicolaítas eram cristãos, possivelmente discípulos de Nicolau, diácono que supostamente se desviou (At 6.5), os quais, apesar de convertidos, de alguma maneira praticavam as obras da carne.

De acordo com vários estudiosos da Bíblia, os nicolaítas eram libertinos e ensinavam que quem estava debaixo da graça podia praticar a idolatria e cometer pecados sexuais.

Quanto mais ele pecar maior será a graça, diziam. Quanto mais ele se entregar aos apetites da carne, maior será a oportunidade do perdão.

Eles ensinavam que o crente não precisa ser diferente do mundo (Ml 1.8; Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17).
Utilizando-se de um linguajar bem elaborado, levaram muitos fiéis a se desviarem pelos caminhos da fornicação, do adultério e da idolatria.

Os Balaamitas.eram discípulos de Balaão, filho de Beor que,embora profeta e teólogo,utilizou-se da profecia e da teologia para levar a maldição ao arraial hebreu(Nm25).
Subornado por Balaque, rei de Moabe, ensinou-lhe como levar a maldição às tendas hebreias. Por isso, o apóstolo Pedro taxa-o de louco (2 Pe 2.15,16). E Judas acusa-o de venalidade (Jd 11).

Balaão tinha os seus discípulos em Pérgamo. Estimulados pela ganância, utilizavam-se de sua influência teológica sobre a igreja, a fim de levá-la a noivar-se com o mundo.

O objetivo dessa doutrina era levar o povo de Deus à prostituição e à idolatria, a fim de, enfraquecendo-os moral e espiritualmente, extorquir-lhes os bens materiais.

Tal doutrina corrompia a graça de Deus; era uma teologia permissiva, tolerante e mercantilista (Jd vv.4,11; 2 Pe 2.15,16).

 A Profetisa Jezabel. 
Além de profetizar, Jezabel ascendera à categoria de mestra na igreja (Ap 2.20). Profetizando e ensinando, seduzia a todos com a sua doutrina. Através de seus ensinos e profecias, a perversa Jezabel induz alguns homens à idolatria e ao adultério (Ap 2.20).

 Nicolaítas e Balaamitas. são movimentos teológicos  libertinos que estimulam as pessoas a viverem uma vida dissoluta.

Na época da Reforma, Calvino referiu-se em uma de suas cartas ao partidos dos libertinos na igreja de Genebra, que usava a “comunhão dos santos” para troca de esposas .


O Teólogo Cerinto de alexandria,ensinava que Jesus era uma pessoa humana, e o Cristo um espírito angélical.De acordo com Cerinto,Cristo,um espírito angélico,teria passado a ocupar o corpo de Jesus de Nazaré no momento do batismo no rio jordão.

Marcion - Nativo de Porto, foi a Roma perto de 138 e se tornou membro da Igreja de Roma. Não conseguiu levar a igreja a aceitar seu ponto de vista, e assim organizou os seus seguidores numa igreja cismática e expandiu a obra até ter congregações em quase todas as províncias.

Ário- presbítero da Igreja de Alexandria,Egito,no 3 °séc d.C.Ele aceitava apenas o Pai como pessoa divina.Jesus,ele ensinava que era uma criação de Deus,e o Espírito Santo era apenas uma força ativa vinda da parte de Deus,portanto não tinha personalidade.
Essa heresia foi condenada no Concílio de Nicéia em 325 d.C.

Paulo de Samosata,bispo de Antioquia,em 260 d.C.,desenvolveu uma heresia conhecida como adocionismo.Ele ensinava que Jesus sendo homem nascido da virgem Maria,foi cheio do Espírito Santo, sendo adotado por Deus como seu filho por causa de sua conduta.
Paulo foi excomungado em 268 d.C.

O Teólogo Apolinário,bispo de Laodicéia,361 d.C.,na Asia Menor,passou a ensinar na igreja que,no momento da encarnação,Jesus havia adquirido um corpo,mas não uma mente ou espírito humano,e que a mente e o espírito de Cristo proviam de sua natureza divina de Filho de Deus.Ele foi excomungado e acusado de herege no concílio de constantinopla em 381 d.C.

O Teólogo Nestório ,bispo de Constantinopla,não comprendeu perfeitamente a doutrina das duas naturezas de Jesus.Dessa maneira,ele passou a defender o ensino de que Jesus era duas pessoas distintas,humana e divina e que essas se alteravam em suas naturezas: em um momento Jesus era Deus e em outro,homem.Nestório foi condenado como herege no Concílio de Éfeso em 431 e morreu exilado no deserto da África do norte.CRISTOLOGIA-IBAD

 4.Liberalismo e Modernismo Teológico.São movimentos teológicos liberais que conspiram contra os fundamentos doutrinários da fé cristã, esposados nas Escrituras Sagradas. Vejamos o que pensam os teólogos não-ortodoxos abaixo.

a) Friedrich Scheleiermacher (1768-1934). Teólogo alemão. Ele ensinou que “não há religiões falsas e verdadeiras. Todas elas, com maior ou menor grau de eficiência, têm por objetivo ligar o homem finito com o Deus infinito, sendo o Cristianismo a melhor delas”. A Bíblia, porém, afirma que Jesus é o único caminho.

b) Paul Tillich (1886-1965). Este teólogo alemão chegou ao ponto de dizer “Deus não existe... Deus não é um ser, mas um poder de ser. É o fundamento de todo o ser, porém, não é objetivo nem sobrenatural...”. Ele ensinava que o Deus da Bíblia é fictício. Mas a Palavra de Deus é enfática: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (Gn 17.1b); “Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus” (1 Sm 2.2).

c) Rudolf Bultmann (1884-1976). Para ele, a Bíblia está cheia de mitos. Conforme ensinou, pode-se crer em Jesus como Salvador, sem ter de crer em sua concepção virginal, ressurreição, ou segunda vinda.

Segundo ele, é impossível alguém crer na luz elétrica e nos avanços da Medicina e acreditar nos milagres do Novo Testamento. A Bíblia, contudo, sustenta: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem...” (1 Co 1.18,23; 2.14; 3.19).

d) Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955). Para este sacerdote jesuíta francês, o evangelho deve modernizar-se, adaptando-se aos conhecimentos científicos. Pierre foi o defensor da teoria da evolução teísta, segundo a qual Deus criou a vida, mas ela evoluiu por si mesma. No entanto, esta é a verdade que as Escrituras encerram: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Ele fez todas as coisas pelo poder de sua Palavra (Gn 1.1-28; Hb 1.1-3).

Boa Aula a Todos!!

Dr: Jocemar-Porto. para maiores informação escreva-nos Email:jocemar-porto@hotmail.com



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