quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JOÃO,O PREGADOR DAS RUAS.

Olá! caro leitor seja muito bem vindo ao Encontro com as Escrituras.no estudo de hoje falaremos sobre o Tema "João,O Pregador das Ruas".

 Entre os capítulos 2 e 3 de Mateus, passaram-se cerca de trinta anos, durante os
quais Jesus viveu em Nazaré e trabalhou como carpinteiro (Mt 13:55; Mc 6:3). 
Chegou enfim,  o dia de começar o ministério público que culminaria na cruz. 
suas qualificações
para ser Rei ainda eram válidas? Havia
ocorrido algo nesse tempo que pudesse
desqualificá-io? Nos capítulos 2 e 3, Mateus
reúne os depoimentos de cinco testemunhas
quanto à pessoa de Jesus Cristo, afirmando
que ele é o Filho de Deus e o Rei.

1. JOÃO BATISTA ( M T 3:1-15)
A nação havia passado mais de quatrocentos
anos  sem ouvir a voz de um profeta.
Então, aparece João, iniciando um grande
reavivamento.João o batista veio de uma  família piedosa,formada pelo sumo sacerdote Zacarias e Izabel, sua esposa.Seu pai era “da ordem de Abias”e sua mãe “das filhas de Arão”(Lc1.5). Consideremos quatro fatos
sobre  João Batista.

Sua mensagem (vv. 1, 2, 7-10).
Quais eram as características de sua mensagem?
(1) Denunciava intrepidamente o mal em qualquer lugar que o encontrasse. Se o rei Herodes pecava, contraindo um casamento ilegal e pecaminoso, João o reprovava. Se os  saduceus  e os fariseus, dirigentes da ortodoxia religiosa daquela época, estavam afundados em um formalismo ritualista, João não duvidava em dizer-lhe diretamente. Se as pessoas comuns viviam afastados  de Deus, João o jogava na cara. Em qualquer lugar que João visse o mal no Estado, na Igreja, na multidão intrepidamente, ele o denunciava. Era como uma luz acesa em algum lugar escuro: era como um vento de Deus que varria todo o país.

(2) Convocava os homens à justiça, e o fazia com um profundo sentimento de urgência. A mensagem do João não era uma mera denúncia negativa. Era uma apresentação positiva das exigências morais de Deus. Não somente denunciava a conduta dos homens, pelo que tinham feito, mas sim os convocava a fazer o que deviam fazer. Não somente os condenava pelo que eram, mas sim os desafiava a ser o que deviam ser. Era como uma voz que chamava os homens às coisas mais elevadas. Não se limitava à condenação do mal, mas sim punha diante dos homens o bem. É possível que a Igreja tenha passado por momentos
nos quais ficou preocupada principalmente em dizer aos homens quais eram as coisas que não deviam fazer, descuidando sua missão de colocar ante eles os mais altos ideais cristãos.

(3) João vinha de Deus. Sua procedência era o deserto. Achegou-se aos homens só depois de ter passado anos de preparação sob a orientação  de Deus.." Veio com uma mensagem da parte de Deus e não com uma opinião pessoal dele. Antes de falar com os homens tinha passado muito tempo em companhia de Deus. O pregador, o docente que fala com voz profética, sempre é aquele que vem à presença dos homens, vindo da presença de Deus.

(1)  (4) João apontava para além de si mesmo. Não somente era uma luz que iluminava o mal, uma voz que reprovava o pecado, mas  além disso, um sinal indicador do caminho para Deus. Não desejava que os homens se fixassem nele, seu objetivo era prepará-los para Aquele que havia de vir. Uma das crenças judias da época era que Elias voltaria antes da vinda do Messias, e que seria o arauto do Rei que viria. "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR" (Malaquias 4:5). João usava um vestido de pele de camelo e se cingia com um cinturão de couro. Este traje reproduz exatamente o que se descreve como a roupa de Elias em 2 Reis 1:8. Mateus o relaciona com uma profecia de Isaías (Isaías 40:3).

A pregação de João concentrava-se no arrependimento e no reino dos céus.
A palavra;
arrepender significa "mudar a forma de pensar
e agir de acordo com essa mudança".
João não se contentava com remorso ou
pesar. Desejava ver "frutos dignos de arrependimento"(Mt 3:8). Era preciso provas de que a vida e a forma de pensar do indivíduo
haviam sido transformadas Gente de todo tipo ia ouvir João pregar
e vê-lo realizar os batismos. Muitos publicanos e pecadores o procuraram
com sincera humildade(Mt21:31,32),mas os líderes religiosos recusaram
sujeitar-se a sua pregação.

Consideravam-se bons o bastante para agradar a Deus.
No entanto João os chamava de “raça de víboras”.
Jesus usou a mesma linguagem ao tratar dessa gente que
se julgava tão virtuosa (Mt 12:34; 23:33; Jo8:44).

Os fariseus eram os tradicionalistas de seu tempo, enquanto os saduceus eram mais liberais (ver At 23:6-9). Os saduceus abastados controlavam os "negócios do templo",
o comércio que Jesus removeu daquele lugar de oração.

Os fariseus e saduceus disputavam. entre si o controle de Israel, mas Uniram forças para se oporem a Jesus Cristo.

João proclamava uma mensagem de julgamento.
Israel havia pecado e precisava arrepender-se, e cabia aos líderes Religiosos dar o exemplo ao restante do povo. O machado


estava posto à raiz da árvore, e se esta (Israel) não desse bons frutos, seria cortada(ver Lc 13:6-10). Se a nação se arrependesse, o caminho estaria preparado para a vinda do Messias.

Sua autoridade (w. 3, 4). João cumpriu a profecia dada em Isaías 40:3.
Em termos
espirituais, João foi o "espírito e poder de
Elias" (Lc 1:16,17). Até se vestia como Elias
e pregava a mesma mensagem de julgamento
(2 Rs 1:8).Isso,porém não  deve levar  ninguém a pensar que João era Elias reencarnado por duas razões básicas; Elias foi arrebatado vivo para o céu,portanto,não morreu(2Rs2.11). Além disso,reencarnação é algo que não existe e nem é permitido por Deus(2Sm12.23;Sl78.39;Hb9.27).
 João foi o último dos profetas
do Antigo Testamento (Lc 16:16) e o maior
de todos (Mt 11:7-15; ver 1 7:9-13).

Seu batismo (vv. 5, 6, 11, 12). Os judeus
batizavam gentios convertidos, mas João estava batizando judeus! O batismo não era algo que João havia inventado ou
tomado emprestado de alguma outra religião,
antes, era realizado com autoridade
Era um batismo do céu (Mt 21:23-27). de
arrependimento, que antevia a chegada do
Messias (At 19:1-7) e que cumpriu dois propósitos:
preparou a nação para Cristo e apresentou
Cristo à nação (Jo 1:31).
Mas João mencionou outros dois batismos:
um batismo do Espírito e um batismo
de fogo (Mt 3:11). O batismo com o Espírito veio
em Pentecostes (At 1:5;)
Hoje,
sempre que um pecador crê em Cristo, é
nascido de novo e batizado no mesmo instante
pelo Espírito Santo.vale apena salientar que o batismo pelo Espírito não é o mesmo batismo citado em Atos1.5.
O batismo de fogo, por outro
lado,  refere-se ao julgamento futuro, como
Mateus explica (Mt 3:12);Na Sua primeira vinda ,CRISTO batizou com o Espírito.Porém,quando vier novamente,Ele batizará com fogo todas as pessoas que o rejeitaram.

Sua obediência (w. 13-15). Jesus não foi
Batizado  por ser um pecador arrependido.
Até mesmo João tentou detê-lo, mas Jesus
Sabia  que essa era a vontade do Pai. Por que
Jesus foi batizado?

(1)  Um escritor muito antigo sugeriu que Jesus se batizou somente para agradar a sua mãe e a seus irmãos, e que foi por eles e seus constantes pedidos que se sentiu  virtualmente obrigado a ir a João. O Evangelho aos Hebreus, uma narração do tipo dos evangelhos, muito antiga, que não chegou a incluir-se no Novo Testamento, tem uma passagem que diz: “Eis que a mãe de nosso Senhor e seus irmãos lhe disseram: ‘João batiza para o perdão dos pecados, vamos para que nos batize’. Mas Jesus lhes respondeu: ‘Que pecados cometi  para ir e ser batizados por que ele? A não ser que estas palavras que estou dizendo sejam um engano fruto de minha ignorância.

Em primeiro lugar, seu
Batismo  foi uma forma de aprovar o ministério de João.
Em segundo lugar,mediante o batismo,Cristo identificou-se com
Publicanos e pecadores, as pessoas que veio salvar.
Mas, acima de tudo, foi um retrato do futuro batismo na cruz (Mt 20:22; Lc 12:50) no qual seria coberto por todas as "ondas e vagas" do julgamento de Deus (SI 42:7; Jn 2:3).
O batismo de Jesus foi único,pois Ele não tinha pecado algum do que se arrepender
Assim, João Batista testemunhou que Jesus Cristo é o Filho de Deus e, também, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29), e seu testemunho
levou muitos pecadores a crer em Jesus Cristo. (Jo 10:39-42).

João continua sendo um exemplo de coragem e humildade que devemos seguir.Essa voz no deserto precisa ser mantida contra o pecado e contra a corrupção.
Att. Jocemar Porto.










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