Jesus a verdade que liberta
Assembleia de Deus Ágape
Jesus a verdade que liberta
- maio 14, 2025
(EBA) ESCOLA BÍBLICA ÁGAPE
Lição 05: A verdade que liberta | 2° Trimestre de 2025 |
TEXTO ÁUREO
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32)
VERDADE PRÁTICA
O Verbo Divino representa a Verdade que se manifesta na história para libertar o pecador.
INTRODUÇÃO
O Senhor Jesus simboliza a verdade que é apresentada no Evangelho de João. Neste estudo, iremos explorar a manifestação do Senhor como a Verdade em Jerusalém, a resistência dos escribas e fariseus a essa verdade e, por fim, o poder da verdade que oferece liberdade ao pecador. Compreender Jesus como a verdade encarnada de Deus está ligado à verdadeira vida e liberdade em Cristo.
I – JESUS, A VERDADE EM JERUSALÉM
1. Da Galileia para Jerusalém.
“Jesus explicou que ainda não era o tempo certo para Ele ir. Jesus estava simplesmente
inindicando que a liberdade e o momento certo de subir a Jerusalém ainda não havia chegado. Com o desenrolar dos eventos, Ele finalmente foi para a festa, mas de acordo com o tempo de Deus. [...] o tempo de Jesus pertencia a Deus Pai; Ele vivia de acordo com um planejamento de tempo diferente e pré-determinado. Cada um de seus passos na terra tinha um propósito; Ele só agiria de acordo com o plano de Deus. Deus Pai é que determinaria se Ele iria a esta festa, e quando iria; esta decisão não seria influenciada por parentes importunos, ou pela multidão que o aguardava.” Comentário Bíblico Aplicação Pessoal
2. A verdade na Festa dos Tabernáculos
“Sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus... porque o Senhor teu Deus há de te abençoar em toda a tua colheita... e a tua alegria será completa.” - Deuteronômio 16:15
A Festa dos Tabernáculos é descrita em Lv 23.33SS. Este evento ocorria em outubro, aproximadamente seis meses depois da celebração de Páscoa, mencionada em Jo 6.2-5. A festa comemorava os dias em que os israelitas peregrinaram pelo deserto e viveram em tendas (Lv 23.43).” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
“A Festa anual dos Tabernáculos (ou das Cabanas ou das Tendas— Jo 7.2) era realizada em Jerusalém e recebia multidões para as celebrações. Toda família judaica que morava no âmbito de 32 Km da cidade tinha de ir a Jerusalém e ficar em cabanas ou tendas, em memória ao tempo em que Israel vagou pelo deserto. E muitos resolviam fica r na cidade por uma semana. Os cultos e celebrações incluíam cortejos solenes que iam do templo até oTanque de Siloé, uma espécie de reservatório (Jo 9.7). Comprimindo-se em meio à multidão nas ruas, as pessoas cantavam os Salmos 113 ao 118, celebrando a futura vinda do Reino de justiça de Deus em Jerusalém. ”
O Novo Comentário Bíblico – NT
3- Vivendo na verdade.
“Este capitulo (João 7) mostra as várias reações que as pessoas tinham com relação a Jesus .Elas o chamavam de homem bom (Jo 7.12), uma fraude (Jo 7.12), possuído pelo demônio (Jo7.20), o Messias (Jo 7.26), e o Profeta cuja vinda havia sido predita por Moisés (Jo 7.40).Devemos nos decidir a respeito de quem é Jesus, sabendo que aquilo que decidirmos terá consequências eternas.” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
“No contexto da existência e conhecimento humanos, muitas coisas são verdadeiras. Há, no entanto, uma só verdade que libertará as pessoas do pecado, da destruição e do domínio de Satanás a verdade de Jesus Cristo, que se acha na Palavra de Deus. Seguem-se algumas observações a respeito desta verdade: (1) As Escrituras, especialmente a revelação original de Cristo e dos apóstolos do NT, dão testemunho da verdade que nos liberta do pecado, do mundo e do poder demoníaco (ver Ef 2.20 nota). (2) Não é necessárias mais revelações de “verdades" para completar o evangelho de Cristo, ou para torná-lo mais adequado. (3) A verdade salvífica é revelada da parte de Deus somente "pelo seu Espírito" (1 Co 2.10); não
Procede de nenhuma pessoa, nem da sabedoria humana (1 Co 2.12,13).” Bíblia de Estudo Pentecostal
“Jesus havia dito à Sua mãe antes: Ainda não é chegada a minha hora (Jo 2.4; compare com Jo 12.23). Aqui, Ele diz aos Seus irmãos que ainda não era hora de relevar-se ao mundo. Jesus disse em várias ocasiões que a hora de Ele se manifestar publicamente seria no futuro, na cruz (Jo 2.4; 7.6,8,30; 8.20).” O Novo Comentário Bíblico - NT
“A declaração de Jesus [A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou] indica que Ele não havia aprendido Sua doutrina com os rabinos, muito menos a inventado. Ao contrário, ela vinha do próprio Deus” O Novo Comentário Bíblico - NT
“A verdade só pode ser recebida por corações abertos. Deus nos faz conhecer a verdade segundo nosso desejo de recebê-la (Jo 2.24,25; 15.15-17; 16.4). “ O Novo Comentário Bíblico - NT
( A verdade não é apenas algo que se conhece, mas algo que se vive. Os seguidores de Cristo devem andar em verdade: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo...” (Ef 4.5),
“Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade... Não tenho maior gozo do que Este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (3Jo 1.3-4),
“Tendo purificado as vossas almas na obediência à verdade...” (1Pd 1.22). A verdade deve moldar a vida moral e ética do cristão, refletindo o caráter do próprio Deus.
II- JESUS, A VERDADE DIANTE DOS ESCRIBAS E FARISEUS
A verdade no episódio da mulher adúltera.
A dolorosa condição da acusada (8.1-3)
Chamo a atenção a seguir para cinco fatos em relação a essa mulher.
Em primeiro lugar, ela aproveita a festa para pecar.
A festa dos tabernáculos estava chegando ao fim. As caravanas já se haviam dispersado.
O povo que tinha vindo de todas as cidades, vilas e campos e permanecido uma semana habitando em cabanas improvisadas, já estava enrolando suas tendas para voltar para casa. Ela aproveitou o burburinho da multidão para dar vazão aos seus desejos e cair nas teias do pecado.
Em segundo lugar, ela traiu seu marido. Essa mulher era casada.
A palavra grega usada aqui para adultério é moikeia, que descreve uma relação extraconjugal. Ela violou os votos de fidelidade conjugal, quebrou a aliança, feriu a lei de Deus e transgrediu o sétimo mandamento.
Em terceiro lugar, ela foi flagrada no ato do seu pecado.
Essa mulher não tinha desculpa. Não havia como fugir ou negar seu envolvimento sexual com outro homem. Há muitas pessoas que mentem, enganam e escapam. Não era o caso dessa mulher.
Em quarto lugar, ela foi humilhada publicamente.
A mulher foi arrastada à força. Seus acusadores não a trataram com dignidade. Não a viram como uma pessoa que tem nome e sentimentos, mas apenas como mais um caso. Levaram-na para o pátio do templo, um lugar público, e a colocaram de pé diante da multidão, na frente de Jesus. Expuseram-na ao opróbrio. Esmagaram-na emocionalmente. Ultrajaram-na em público.
Em quinto lugar, ela cometeu um pecado passível de morte.
A lei de Moisés previa a morte para o homem e a mulher flagrados no ato do adultério (Lv 20.10). No caso de moça virgem desposada, ou seja, noiva, a lei estabelecia a pena do apedrejamento tanto para a moça como para quem se deitasse com ela (Dt 22.23,24).
Portanto, no tribunal da lei, essa mulher estava condenada. No tribunal dos religiosos, ela é acusada. No tribunal da opinião pública, ela é condenada como uma ninguém. No tribunal da consciência, ela é condenada, pois não se defende. Ela era a própria figura da miséria.
Em relação a Jesus, eles queriam encontrar um motivo para acusá-lo e matá-lo.
E assim intentaram três coisas contra ele.
Em primeiro lugar, tentaram jogar Jesus contra a lei de Moisés;
Segundo, tentaram jogar Jesus contra a lei romana;
Terceiro; tentaram jogar Jesus contra o povo.
O alvo dos fariseus era colocar Jesus diante de um dilema:
Se ele perdoasse e absolvesse a mulher, estaria em oposição a lei de Moisés e contra ele se poderia argumentar que estava fomentando as pessoas a cometerem adultério (Lv 20.10; Dt 22.22-24); 22.22-24); se ele a condenasse à morte, estaria usurpando atribuições do governo romano (18.28-31), porque os romanos haviam retirado dos judeus o poder de infligir penas capitais.
3. A Verdade que o mundo precisa conhecer.
“Muitos religiosos pensam que conhecer o Jesus histórico ou mesma
saber detalhes dos milagres operados por Ele durante os anos de seu
ministério são suficientes para afirmar que conhecem a verdade. No
entanto, não há liberdade, de fato, sem que se estabeleça um verdadeiro
relacionamento com Jesus.” Revista Ensinador Cristão
“Jesus Cristo é, portanto, a Verdade preexistente, imutável, revelada
como o Verbo Divino que se fez carne para se identificar com a
humanidade com o propósito de resgatá-la do pecado e da perdição
eterna.” Elienai Cabral
Os líderes judeus desrespeitaram a lei ao prender apenas a mulher, quando a lei exigia que ambos os envolvidos no adultério fossem punidos. Eles usaram a situação como uma armadilha para tentar enganar Jesus: se Ele absolvesse a mulher, seria acusado de violar a lei de Moisés; se ordenasse sua execução, seria denunciado aos romanos, que proibiam os judeus de realizar execuções. (Jo 18.31).”
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
“Um discípulo verdadeiro e obediente conhecerá a verdade conhecendo Aquele que é a verdade, o próprio Senhor Jesus (1.17; 14.6). Este conhecimento liberta as pessoas de sua escravidão ao pecado (veja 8.34). Quando Jesus falou de “conhecer a verdade”, Ele estava falando de conhecer a revelação de Deus às pessoas. Esta revelação está incorporada no próprio Senhor Jesus, que é o Verbo; portanto, conhecer a verdade é conhecer Jesus. A verdade não é a liberdade política ou o conhecimento intelectual. Conhecer a verdade significa aceita-a, obedecê-la, e considerá-la acima de toda e qualquer opinião terrena. Esta atitude traz a verdadeira liberdade espiritual do pecado e da morte. “Comentário Bíblico Aplicação Pessoal
III. Jesus, a verdade que liberta o pecador
1-A verdade que liberta.
“Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”(Jo 8.36). “A verdade libertou o crente. Em João, a liberdade do pecado, seu poder e sua influência é consequência do novo nascimento. Liberdade também significa que o crente passou da condenação para a vida. Jesus fez expiação pelo pecado do mundo, trazendo uma vitória especial e comprada com o sangue. A morte já não tem poder — a vida eterna agora domina” Comentário Bíblico Pentecostal NT
3-O que é a verdade?
“O próprio Jesus é a verdade que nos liberta (Jo 8.36). Ele é a fonte da verdade, o padrão perfeito do que é correto e justo. Ele nos liberta da contínua escravidão do pecado, da autoilusão, e da mentira de Satanás. Ele nos mostra, claramente, o caminho para a vida eterna, com Deus. Assim, Jesus não nos dá a liberdade para fazermos o que desejarmos, mas a liberdade para seguirmos a Deus. À medida que procuramos servir a Deus, a verdade perfeita de Jesus nos liberta, para que sejamos tudo o que Deus quer que sejamos. ” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Vivemos em uma sociedade em que a palavra "liberdade" é exaltada, mas muitas vezes mal compreendida. Para muitos, ser livre é poder fazer o que quiser; para outros, é ser independente de qualquer autoridade. No entanto, Jesus Cristo apresenta uma visão totalmente diferente: a verdadeira liberdade está em conhecer e viver na verdade — e essa verdade é Ele mesmo.
4-Verdadeiramente livres.
“À medida que o pecador toma conhecimento do Evangelho, seus olhos espirituais se abrem para o fato de que a humanidade está escravizada pelo pecado e separada de Deus (Rm 3.23). Uma vez que cremos no sacrifício vicário de Cristo sobre a cruz, alcançamos o perdão dos nossos pecados e o sangue de Jesus nos purifica de toda culpa (Rm 5.1; 1 Jo 1.7). Trata-se de uma questão jurídica, pois a separação de Deus éa pena. Pela fé em Jesus, somos resgatados da nossa vã maneira de viver para nos Reconciliarmos com Deus (1Pe 1.18, 19).” Revista Ensinador
“O pecado nos escraviza, nos controla, nos domina e determina nossos atos. Jesus pode libertar você desta escravidão, que impede que você se torne a pessoa que Deus criou você para ser. Se o pecado está lhe restringindo, dominando ou escravizando, saiba que Jesus pode romper o poder que o pecado tem sobre sua vida. ” Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1998.
BÍBLIA de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BOYER, O. Pequena Enciclopédia Bíblica. São Paulo: Editora Vida.
CABRAL, Elienai. E o Verbo se Fez Carne: Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor.
Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
CABRAL, Elienai. E o Verbo se Fez Carne: Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor.
Rio de Janeiro: CPAD, 1º Trimestre de 2025.
COMENTÁRIO Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.
DECLARAÇÃO de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
EARL RADMACHER, R. B. A. H. W. H. (Ed.). O Novo Comentário Bíblico AT, com
recursos adicionais - A Palavra de Deus ao alcance de todos. Rio de Janeiro:
Editora Central Gospel, 2010.
ENSINADOR CRISTÃO Nº 100 - 1º Trimestre de 2025. Rio de Janeiro: CPAD, 2025.
ERICKSON, Millard J. Dicionário Popular de Teologia. São Paulo: Mundo Cristão,
2011.
FERGUSON, Sinclair B. Novo Dicionário de Teologia. S
ão Paulo: Hagnos, 2009.
STAMPS, D. C. (Ed.). Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Att: Pastor Jocemar Porto
Cascavel 30 de abril de 2025
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