domingo, 5 de abril de 2015

O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO SANTO.

João 14:25-31

Esta passagem está plena de verdades. Jesus faz referência a cinco
coisas.

(1) Fala de seu aliado, o Espírito Santo. Aqui Jesus diz duas coisas
fundamentais sobre o Espírito Santo.

(a) O Espírito Santo nos ensinará todas as coisas. O cristão deve
aprender até o final de seus dias porque até esse momento, o Espírito
Santo o conduzirá cada vez mais longe na verdade de Deus. Jamais
chega um momento na vida quando o cristão pode dizer que conhece
toda a verdade. A fé cristã não proporciona a menor desculpa que
justifique uma verdade fechada. O cristão que considera que não fica
nada por aprender é uma pessoa que nem sequer começou a compreender
o que significa a doutrina do Espírito Santo.

(b) O Espírito Santo nos recordará as palavras de Jesus. Isto tem
dois significados. Nos temas relacionados com a fé, o Espírito Santo nos
lembra constantemente o que disse Jesus. Temos obrigação de pensar
mas todas nossas conclusões devem verificar-se à luz das palavras de
Jesus. O que devemos descobrir não é tanto a verdade; isso o disse Jesus.
O que temos que descobrir é o significado da verdade, o significado das
coisas que Jesus disse. O Espírito Santo nos protege contra a arrogância
e o pensamento equivocado.

(c) O Espírito Santo nos manterá no bom caminho no que se refere
à conduta. Quase todos nós temos uma experiência reiterada na vida.
João (William Barclay) 460
Quando nos sentimos tentados a fazer algo mau, quando estamos a ponto
de levá-lo a cabo, apresenta-se em nossa mente a frase de Jesus, o
versículo do salmo, a imagem de Jesus, as palavras de alguém para com
quem sentimos admiração e carinho, os ensinos que recebemos durante a
juventude. No momento de perigo estas coisas passam por nossa mente
sem que as tenhamos convocado. Esta é a obra do Espírito Santo. No
momento de prova, o Espírito Santo apresenta em nossa memória aquilo
que jamais deveríamos ter esquecido.

(2) Fala de seu dom e seu dom é a paz. A palavra paz, shalom, na
Bíblia jamais significa a ausência de problemas. A paz significa tudo
aquilo que contribui a nosso bem supremo. A paz que nos oferece o
mundo é uma paz escapista, uma paz que surge de evitar problemas, de
negar-se a enfrentar as coisas. A paz que Jesus nos oferece é a paz da
conquista. Aquela paz que nenhuma experiência de nossa vida nos pode
tirar. Uma paz que nenhuma dor, perigo ou sofrimento pode diminuir. É
uma paz independente das circunstâncias exteriores.

(3) Fala-nos de seu destino. Jesus volta a seu Pai. E Jesus diz que se
seus discípulos o amassem autenticamente se regozijarão de que seja
assim. Era liberto das limitações impostas por este mundo; era devolvido
à sua glória. Se realmente compreendêssemos a verdade da fé cristã,
sempre nos alegraríamos quando as pessoas que amamos vão para Deus.
Isso não significa que não experimentaríamos o aguilhão da dor e a
amargura da perda. O que quer dizer é que, até em nossa dor e solidão,
nos alegraríamos de que depois dos problemas e sofrimentos deste
mundo os seres queridos foram para Deus. Não nos lamentaríamos de
seu descanso e libertação. Recordaríamos que não entraram na morte
mas na bem-aventurança.

(4) Fala-nos de seu luta. A cruz era a batalha final entre Jesus e as
forças do mal. Não obstante, Jesus não temia a cruz porque sabia que o
mal não prevaleceria contra Ele. Dirigiu-se rumo à cruz com a certeza,
não da derrota, mas sim da conquista.
João (William Barclay) 461

(5) Fala-nos de sua reivindicação. Nesse momento, os homens só
viam a humilhação e a vergonha de Cristo na cruz. Mas chegaria o
momento quando veriam nela sua obediência a Deus e seu amor pelos
homens. As coisas chaves na vida de Jesus encontraram sua expressão
suprema na cruz. Ali, de maneira incomparável, demonstrou-se a
obediência de Jesus para com Deus e seu amor pelos homens.

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